quarta-feira, 19 de junho de 2013

Você conhece o Hino Nacional Brasileiro?

Caros senhoras e senhores, 

Sob a luz dos atuais acontecimentos e mobilização popular, não importando o motivo de tal mobilização, gostaria de trazer a vocês um texto que é conhecido apenas parcialmente, uma vez que é proclamado de tempos em tempos durante a abertura de eventos esportivos oficiais: o Hino do Brasil. 

O texto proclamado foi escrito por Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) e a melodia que coroa o mais belo hino do mundo, composta por Francisco Manuel da Silva (1795-1865). O hino que conhecemos hoje, foi declarado oficial somente no dia 1 de setembro de 1971, através da lei nº 5700. 

Este hino é comemorado anualmente, todo 13 de Abril. A data não é aleatória. Dia 13 de Abril de 1831 foi o dia escolhido por Francisco Manuel da Silva para apresentar pela primeira vez o hino, justamente a data em que o navio levando Dom Pedro I deixa os portos do Rio de Janeiro (ainda que exista alguma discordância sobre este fato). 

A letra exalta o país, suas riquezas e belezas naturais e conclama o povo a lutar e morrer pela pátria. Convido a todos, tirar uns minutos do dia para refletir sobre o nosso hino e deixo um (dos muitos) link que encontrei com boa qualidade de som, no youtube. 


O poema é dividido em duas partes, das quais a primeira é amplamente conhecida pois é tocada na abertura de jogos internacionais e na premiação, quando temos um brasileiro no pódio. 

Na minha opinião, a segunda parte é muito tocante e seu conteúdo  mais significativo para o momento vivido pelo Brasil atual. 


HINO NACIONAL BRASILEIRO
Primeira ParteSegunda Parte
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido,
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores". (*)

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.

Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Vinte centavos Vs Caras Pintadas

Meus queridos brasileiros, bom dia, boa tarde e/ou boa noite. 

Venho aqui para conversar com vocês sobre o movimento contra o aumento da passagem de onibus (se é que ainda se pode usar isso como referencia) e o movimento cara pintada (em 1992).
Sei que, possivelmente, muitos não fizeram parte ou sequer se lembram do que foi o movimento Caras pintadas, que tomou o Brasil em 1992... Certamente já ouviram falar de Fernando Collor de Melo. Este individuo foi nosso presidente e, justamente no ano mencionado, sofreu um impeachment.
O movimento Caras pintadas teve origem em um pronunciamento do Sr. Presidente, convocando o povo às ruas para mostra apoio ao seu governo, tendo o rosto pintado ou usando roupas das cores da bandeira brasileira; Verde e Amarelo. O povo, já cansado das políticas adotadas pelo governo do Sr. Fernando Collor, saiu sim às ruas, mas ao invés do verde e amarelo, saiu às ruas com as caras pintadas de preto, mostrando repudio ao presidente e sua politica interna e externa. Tamanha foi a pressão popular que o impeachment de nosso ex-presidente foi votado e aprovado.
Se você não se lembra ou não viveu no período tocado pelo governo do Sr. Presidente, sugiro que busque no Google, Wikipedia ou qualquer biblioteca, informações para contextualizar o momento sócio-político-econômico que o país vivia. 
Para muitos (inclusive para mim), o movimento Caras pintadas foi importante (utilizado, também, como massa de manobra) porque foi, depois do final da ditadura militar, a primeira vez que o povo se uniu contra o governo. 

O movimento Vinte Centavos é diferente. Não temos um chamado do governo por mobilização popular. Não temos um governo cujas politicas internas e externas massacram o povo (até temos, mas o povo não enxerga e entende os "bolsas auxilio" como um agente compensador). Este movimento surgiu isolado, formado por pessoas que estavam revoltadas com o aumento das tarifas do transporte público. Transporte esse, sucateado e insuficiente para atender às necessidades da população que paga pontualmente, invariavelmente, seus impostos.
A mobilização destas poucas pessoas acabou em violência. Violência gravada em diversos vídeos publicados no Youtube, Facebook, Twitter e outras mídias. Videos que, contudo, não foram devidamente publicados pela mídia. Mídia essa que, invariavelmente, é parcial e manipuladora (não cito nomes porque não acredito que existam melhores ou piores). A mídia só veiculou o que convinha ao governo. 
A manifestação contra o aumento de R$0,20 (vinte centavos de Real) na passagem de onibus da cidade de São Paulo foi sufocada a tiros de Borracha e gás lacrimogêneo, independente do grito dos manifestantes pedindo em alto e bom som: "SEM VIOLÊNCIA".
A tentativa da policia em sufocar a manifestação fez com que o movimento tomasse volume. 
Contudo, o volume tomado pelo movimento traz um novo clamor. Não é mais por causa dos vinte centavos que as pessoas estavam se mobilizando. Os vinte centavos se transformaram nos Bilhões gastos com estádios para a copa e olimpíadas enquanto os hospitais públicos, os presídios, o saneamento, a educação e a segurança estão sucateados, suplicando por investimentos para suprir, minimamente, as necessidades do povo. Segurança, essa, que por falta de preparo, tento reprimir a primeira manifestação com violência desnecessária. 
Hoje, finalmente, o gigante desperta. Parafraseando algumas mensagens no Facebook, o status do brasileiro mudou de "deitado em berço expendido" para "verás que filho teu não foge à luta". 
O brasileiro finalmente começa a se mobilizar por ideais, por necessidades, por direitos que o governo, incansavelmente vem falhando em suprir. 
Pagamos nossos impostos (e ai de quem não paga) - nossa obrigação - para ter direito à saúde pública, educação pública, segurança pública. Recebemos hospitais lotados, médicos despreparados (quando os tempos), filas de espera intermináveis. Recebemos professores despreparados, escolas caindo aos pedaços. Recebemos uma polícia que tarda em atender os nossos chamados, uma polícia que temos que ter receio em chamar porque nunca sabemos se ela vai nos ajudar ou piorar nossa situação. 
Polícia essa que devemos agradecer. Graças à violência desnecessária e à truculência gratuita, fez o povo despertar.
A população não reclama, em essência, dos altos impostos a serem pagos. Não é esse o problema. O problema é não ver o dinheiro que investimos, dar o retorno esperado (e olha que não se espera muita coisa, não!!!). 
Ninguém, em sã consciência, mantem dinheiro em uma aplicação que promete retornos e só entrega prejuízo. Se pagamos, queremos receber. 

O movimento popular que teve inicio semana passada, na semana do dia 10/06/2013, é mais importante que o movimento dos caras pintadas pelo simples fato de que é um ato legitimo e oriundo da própria população. Sem pedido de presidente ou mobilização partidária.
Vemos nas ruas gente protestando por todo tipo de coisa. Não importa pelo que se protesta. Importa o fato de que todos estão unidos e protestando por um Brasil melhor!

Bora Brasil! Bora gritar na rua! 

Quem não quer ou pode estar na rua, que demonstre seu apoio colocando panos brancos em lugares visíveis, para que o mundo escute a voz do gigante que acaba de despertar!



segunda-feira, 17 de junho de 2013

O gigante desperta!!!

Eis que é chegado o dia onde a camisa do time, a religião e a posição social não mais separam.
Eis que é chegado o dia em que o povo desperta e sua voz, antes abafada e tímida, ecoa pelas ruas de cada cidade deste país/
Eis que é chegado o dia em que cada um não é mais um e sim todos.
Eis que o gigante desperta e começa sua caminhada, ainda que lenta, na direção do progresso.
Eis que o estandarte começa a ser completo e a Ordem que sempre existiu, finalmente, será somada ao Progresso!
Eis que o povo que antes tinha seu jeitinho reconhecido em todo o mundo, deixa de pensar só em si e se une pelo futuro da nação!
A pátria, mãe gentil, finalmente se verá livre das correntes com que os governantes, pacientemente, a agrilhoaram!
Um dia, por 20 centavos, o povo se cansa. Por 20 centavos o povo se une e, por 20 centavos, o tão aguardado progresso começa a mostrar as caras!

Todos juntos, Brasil. Uma só voz, um só hino.

Pela justiça, pelo progresso!!!

Sem violência! Pela paz!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O mundo precisa de mais coerencia

O mundo precisa de mais coerência. Começo este texto tomando emprestada a frase dita por uma amiga. 
Tanto quanto coerência, o mundo precisa de bom senso!
Nestes últimos dias, vivi algumas experiencias que fizeram minha fé nos seres humanos ser questionada. 
Fico abismado ao ver que as pessoas, por qualquer que seja o motivo, preferem ser incoerentes e fazer as coisas erradas (sabendo disso) do que facilitar a vida de todo mundo, assumir seus erros e viver feliz. As pessoas reclamam de seus problemas e vivem arranjando mais. Nunca entenderei. 
Outra coisa que me pegou desprevenido é a intolerância que existe neste mundo. Não consigo, honestamente, ver sentido em criticas gratuitas, ofensas descabidas, tudo porque alguém fez algo que você não faria. 
Bom. Não estou tirando o direito das pessoas se expressarem e, se alguém não gostou do que quer que seja, sou a favor, sim, de demonstrar e dar sua opinião. Minha indignação é com a maneira como esta opinião é dada. 
Existe o modo positivo. Existe o modo negativo e existe o modo ofensivo. 
Os dois primeiros são respeitosos, o ultimo não. 
As pessoas acham que, só porque não gostaram de algo, tem o direito de ofender. Educação, infelizmente, não é algo valorizado hoje em dia. Respeito e tolerância, muito menos. 
Minha indignação frente às incoerências e intolerâncias das pessoas não é desrespeitosa. Cada um sabe o que faz e todos, cedo ou tarde, acabam colhendo o fruto que plantaram, logo, não tenho por que estar revoltado. Mas a indignação deste que vos escreve vem sim recheada de muita pena. Pessoas que se colocam em situações de incoerência e são intolerantes, sem sombra de duvidas, são pessoas infelizes. Pessoas escravas de ideias e princípios (de cunho questionável) que não conseguem enxergar o quanto estas ideias e princípios limitam sua vida e sua felicidade.
À todas estas pessoas, deixo meus mais sinceros pedidos de desculpa, mas vou ali ser feliz e não volto. 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

COMO CONQUISTAR UMA MULHER

CUIDADO: SÓ CONTINUE LENDO SE HOUVER UMA MULHER QUE VOCÊ DESEJA CONQUISTAR (PRA VALER). SE VOCÊ QUER SÓ SE DIVERTIR, ESTE TEXTO NÃO LHE SERÁ ÚTIL.

Hoje estive pensando no que escrever e, depois de pensar bastante, essa criatura loira que vos fala chegou à conclusão de que eu deveria escrever sobre como conquistar uma mulher. 
Longe de ter a pretensão de ser detentor da verdade absoluta ou de escrever o "Guia definitivo de como ganhar uma mina", quero escrever para ajudar quem não tem tanta desenvoltura a ganhar ao menos a atenção e o respeito da mulher que deseja. 
Para começar, quero deixar bem claro que eu estou falando de CONQUISTAR uma MULHER e não, pegar uma piriguete, dar uns amassos numa menininha, ou de como conseguir uma puta. Estes últimos são pauta para outra pessoa em outro momento. 
Quero dizer também que, tudo que escrevo aqui foram coisas que experimentei durante meus relacionamentos (curtos ou não). Nada disso é inventado mas lembrem-se sempre. BOM SENSO e FEELING. É importante que você tenha com senso e perceba a situação e as respostas (feedbacks) que a mulher dá (voluntários ou involuntários). Prestando atenção à mulher você perceberá esses feedbacks e poderá adequar seu aproach à situação ou até mesmo, desistir antes de passar vergonha. 
Vou começar falando sobre uma mulher. Mulher é um ser humano, do sexo feminino que, ao contrario das outras categorias, cansou de fazer cu doce, sabe o que gosta, sabe o que quer e não tem medo de admitir. Mulher quer companheirismo, respeito, segurança. Mulher gosta de cavalheirismo, doçura e firmeza. Mulher quer um companheiro que saiba faze-la feliz com as pequenas coisas.
Então, amigos machos, como conquistar uma mulher???
A resposta é: não existe uma fórmula muito menos um guia. Cada mulher é única e, mesmo uma mesma mulher, pode precisar de diferentes "coisas" para ser conquistada, dependendo do seu humor e/ou momento de vida. 
"Aí ferrou", eu sei que vocês estão pensando. 
Não. 
Bom, talvez um pouco, mas sempre há uma maneira de contornar a situação. Tudo que você precisa é um pouco de jogo de cintura, criatividade e... pasmem: confiança. 
Antes de qualquer coisa. Toda mulher DEVE ser respeitada. OK? Então o primeiro ponto a ser observado: Respeito. 
Respeito é muito mais do que não: "puxar cabelo na balada", roubar um beijo dando uma chave de braço (vulgo Mata-leão), chamar de "sua linda", passar a mão na bunda dela, encarar os peitos. 
Respeito é falar com ela olhando nos olhos, é falar com respeito, é respeitar o tempo dela, é elogiar as qualidades dela (principalmente as que não são físicas), mostrar interesse por ela (por quem ela é e não pelo que ela tem). 
Bom... você tem que fazer ela se sentir especial sem se sentir diferente. "VISH"! é... parece mais complicado do que realmente é. Fazer uma mulher se sentir especial é relativamente fácil. O problema está em não fazer ela se sentir diferente das demais pessoas. 
O segredo aqui é não tratar as outras pessoas de maneira distinta da qual você trata a mulher, mas tomar cuidado com os detalhes... o segredo está nos detalhes! São os detalhes que fazem a mulher se sentir especial (os detalhes variam de mulher para mulher, de situação para situação, então, não serei mais especifico que isso). 
Ok, vocês devem estar me perguntando: "mas como eu vou saber se eu tenho chance com essa mulher ou não?"... vou fazer uma pausa para responder essa pergunta.
Uma mulher demonstra de diversas maneiras estar interessada em um homem (mulheres não se interessam por moleques). 
Elas olham e, quando os olhares se cruzam (lembre da dica de olhar nos olhos), se detém um segundo olhando diretamente para você. Elas retribuem um sorriso dado pelo homem no instante em que os olhares se cruzam (adoro esse). Elas vão procurar seu toque (vão tocar você no braço, perna, cabelo) e não vão se importar com seu toque (braço, pernas, cabelo). Elas vão se esforçar para fazer o assunto durar o máximo possível (quando elas perceberem que você não tem mais assunto). Enfim, elas te mostraram de alguma forma sutil que elas tem interesse em você. Sutil, sim, porque elas querem um homem que preste atenção nelas.
Agora que sabemos que ela tem algum interesse em nós, vamos seguir em frente. 
Uma pessoa divertida é sempre bem vista. Mulheres adoram rir. Honestamente, não tem coisa mais gostosa do que ouvir uma daquelas gargalhadas honestas de uma mulher que estamos tentando conquistar, mas CUIDADO: Se você não sabe contar piadas, fazer gracinhas ou palhaçadas, não se coloque em uma situação ruim, se forçando a faze-la rir. Ela prefere que você seja sério a ridículo. 
Com isso, aproveito a deixa para falar da próxima coisa que devemos ser sempre: honestos. 
Mulheres não gostam de joguinhos. Mulheres querem honestidade e sinceridade. Você está numa fase de pegação? Fale. Você está querendo sair da fase de pegação? Fale. Você está gostando da companhia dela?  Fale. Honestidade sim. Ansiedade, não. Cuidado para não se afobar e falar mais do que realmente gostaria... mulheres se assustam com homens afobados. 
Cavalheirismo é uma qualidade amplamente apreciada pelas mulheres e que, mesmo sem que elas expressem, acumula pontinhos positivos para o homem que assim age. 
Abrir a porta do carro para a mulher entrar é uma atitude simples que rende frutos sempre. Dar flores, ao subir uma escada, ficar sempre atrás das mulheres. Ao descer, ficar à frente. Andar sempre do lado de fora da calçada. Coisas pequenas que devem ser feitas sem alarde e que, como disse e me faço repetitivo, é muito observado. 
Em fim, uma coisa importante e que, quem se deu ao trabalho de ler essa redação imensa, não deve NUNCA se esquecer. Não conte vantagem, não minta, não invente estórias e histórias. Se você tem uma origem simples e lutou muito para conquistar o pouco que tem, orgulhe-se disso. Se você nasceu em uma família abastada, orgulhe-se disso. Procure sempre mostrar humildade e honestidade. Mentiras são, cedo ou tarde, descobertas.
Bom. Acho que é isso que eu tinha para falar sobre como conquistar uma mulher. Conquistar uma mulher não é uma coisa que se faz em 1 encontro, nem em 2 ou em 3. A conquista de uma mulher deve ser praticada diariamente, cada vez que se vocês se encontrarem, cada vez que vocês se falarem. 
E quando isso acaba? Acaba quando um dos dois quiser ou quando a morte os separar. 

Rafael Caputti Caleffi
22/06/2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

SOBRE MONSTROS E EU MESMO

Texto de 2 dias depois do anterior (Sobre ideias e pontes) e, de alguma forma, começando a tormar consciência do que estava se passando dentro de mim. Este texto foi especialmente difícil de transcrever porque, mesmo no manuscrito, estava incompleto e extremamente confuso (as vezes incoerente). Mas não deixa de ser uma foto do meu estado de espirito e da luta interior que eu enfrentava para trazer à consciência coisas que até então estavam me fazendo muito mal. Tudo parte do processo. 


SOBRE MONSTROS E EU MESMO


Quero ficar sozinho e aprender mais sobre essa coisa estranha que sinto e sei, mesmo querendo saber, que é carência.
Quanto mais sozinho fico, mais quer estar com alguém, mesmo querendo estar sozinho.
Muito tenho que aprender sobre mim e sobre ser independente. Até que consiga assumir que preciso de alguém, sem precisar de ninguém. 
Queria ser livre. Minha prisão são minhas fraquezas. 
Queria ser independente. Sou dependente do amor alheio, que supre essa necessidade bizarra que me corrói e me destrói. 
Essa necessidade corrói minha confiança e, quanto mais me esforço para evitar que minha confiança não definhe, mais alimento esse monstro que se alimenta de mim e tudo que sempre quis ser. 
Um monstro tao forte quanto minhas forças.
Um monstro tao persistente quanto minha insistência.
Um monstro tao meu quanto minha alma.
Um monstro que odeio tanto quanto minhas fraquezas. 
Um monstro que me força, sem se impor, a ser o que não gostaria de ser, mas sou por buscar aceitação.
Se tento viver sem me importar com a aceitação alheia, este monstro acorda e me come por dentro, queima derrete, vaporiza todas as minhas expectativas e, então, eu fico lá, dentro de mim, jogado. Aflito. Vendido.
Este monstro, não sei o nome - por isso, monstro-, existe em mim. Não sei se nos outros. 
Este monstro sou eu.

Rafael Caputti Caleffi
21/11/200

Sobre ideias e pontes

Um texto de 2009 que escrevi enquanto estava sozinho, tentando reavaliar a maneira como eu encarava a vida e tudo que vinha me acontecendo. Acho interessante, relendo hoje, o ponto de vista que usei. Aproveitem!

SOBRE IDEIAS E PONTES

Hoje penso em escrever sobre minha vida e como estou levando a mesma. 
A vida tem, dia-a-dia, assumido tons de cinza nunca antes vistos por este que vos escreve. 
Por ter assumido um papel passivo em minha vida, simplesmente reagindo à tudo que me acontece, deixei, e tenho deixado, de ver a vida, bela como ela realmente é. 
As escolhas e possibilidades que a vida me apresenta, já não são escolhas e possibilidades e sim meros detalhes de uma paisagem que não me canso de admirar, desejar. 
Imagino-me como parte dessa paisagem, não mais um mero observador. 
Ajo e interajo, sou parte, integrante, integrado. Sou eu como sempre fui e já não sou mais. 
Sou eu, controlando minha vida, não mais sendo controlado. 
Junto de mim, amigos, família, amores. 
Tudo sincero e verdadeiro. Tudo parte da vida da que participo. Da qual vivo. 
Sonho em como ser ser o que não sou.
Deixo as ideias correrem, deixo as águas passarem sob quantas pontes forem necessárias. 
Não sou isso. 
Não sou água que passa. Sou ponte que fica.
Imparcial, olhando de cima a vida que vai, esperando uma tempestade, uma enchente, que me destrua e me leve consigo. 

Rafael Caputti Caleffi
19/11/2009

terça-feira, 19 de junho de 2012

Das escolhas e das consequências.

Um texto recente (fresquinho... acabei de escrever), para compensar as velharias que tenho postado aqui no Blog...

DAS ESCOLHAS E DAS CONSEQUÊNCIAS

Relendo meus textos antigos e conversando com amigos e conhecidos, não pude evitar a observação obvia de como cada pessoa faz uso das dificuldades que a vida apresenta. 
Temos, todos, momentos de alegria e felicidade contagiante e, em quantidade significantemente maior, temos momentos de tristeza, decepção, desgostos, depressão e tantos outros sentimentos negativos. 
Para os que estão entrando na vida agora ou que, por ventura, vieram de outro planeta e estão chegando na Terra agora: Bem vindos à convivência Humana!.
Tenho que ser cuidadoso para não entrar em discussões passadas. Não quero me repetir. 
Meu objetivo hoje é tentar analisar - por que entender, eu duvido que consiga - a tendencia das pessoas em utilizar situações e/ou momentos de sofrimento como desculpa (vulgo: muleta) para defeitos ou fraquezas injustificáveis.
Como já comentei em textos anteriores, todo mundo sofre, invariavelmente. Isso é um fato. O que varia é o uso que as pessoas fazem deste sofrimento.
Conheço quem use a dor para justificar um vicio: "eu bebo/fumo/me drogo para fugir da dor", mesmo que não assuma isso abertamente. 
Conheço quem use o sofrimento que muitas vezes (e constantemente) a vida nos impõe para "justificar" falhas de caráter: "sou cachorrão/bato em mulher/abandono meus parentes idosos/roubo/minto por que em algum momento, alguém que eu amava me fez sofrer e por isso sou assim" mesmo que não adita abertamente. 
Conheço também, agora em escala muito menor, pessoas que, mesmo com toda dor e sofrimento, tentam (muitas vezes a custo de mais dor e sofrimento) tirar alguma lição boa da experiência vivida: "Meu pai/mãe/irmão/conhecido me batia sem motivo, por isso, nunca vou bater em ninguém". 
Estes exemplos são meramente ilustrativos. As possibilidades de cada caso são, numa estimativa humilde, infinitas.
Ninguém pode culpar a vida pelas escolhas feitas. Sempre existe uma opção.
Geralmente as opções que a vida nos apresenta são diversas das que gostaríamos - tão claro como a luz do dia - e é ai que mora a beleza da vida!
Não existem opções erradas!
Ok! Agora vão dizer que estou sendo incoerente. Deixem-me explicar. 
As opções que temos sempre vão nos presentear com algum tipo de lição. Sempre haverá algum tipo de dificuldade (SEMPRE!) e sempre haverá alguma recompensa. Esta diretamente proporcional à aquela, ou seja, Quanto maior a dificuldade, maior a recompensa. 
O que acaba faltando, para aqueles que usam a dor e o sofrimento como desculpa, como bengala, é a força de vontade de enfrentar as dificuldades que eles mesmos escolheram vivenciar.
Sei que alguém, em algum momento deste texto se indagou: "mas não fui eu quem escolheu passar pelo que estou passando!" A você deixo as seguintes palavras:
Nem tudo que passamos na vida é escolha nossa, você tem razão. 
Nestes casos, nossa escolha está em como vivenciar esta experiência. 
Vou me fazer de vitima e ficar me lamentando e usando isso como desculpa para não mudar/melhorar ou vou aproveitar essa oportunidade que a vida está me dando e vou enfrentar de peito aberto o que for necessário, sem reclamar (ok... talvez só um pouquinho, afinal somos Humanos) e sem fraquejar (isso NUNCA), com a certeza sempre presente de que cada passo dado, por mais doloroso que seja, te faz alguém melhor.
A escolha é livre. A colheita, obrigatória.

Pensem nisso.

Rafael Caputti Caleffi
19/06/2012

It's high time to start living!

Minha gente!! texto bônus de hoje. 
Escrito alguns dias depois do meu texto anterior de hoje, foi uma experiência em inglês (não vou traduzir...). Gosto muito deste texto. De alguma maneira, em inglês parece que é mais forte do que se traduzisse para o Português. 

ENJOY


IT'S HIGH TIME TO START LIVING!

When thought of nothing takes control of my soul, whiling to have me crawling, asking for you to forgive, only my will, with all it's power, can make me stand up and face my life as I should, as I must, as it have to be faced. 
When we're feeling lonelly, when we're hoping nothing but the silent sound of nobody's breathing, that's when we find out that our happiness depends only on ourselves. 
I've lerned the hardest way that we must not put our happiness on anyone's hands but our's.
Lost thoughts, lost souls, lost happiness that sudenly is found, conquered, recovered.
That's my guilty if I'm unhappy. That's my fault if I'm lost in dreadfull feelings. That's my dispair when I see what I needed to have done but did not. 
It's high time to start living.
I'ts high time to stop tormenting ourselves with useless things.
It's high time we take our life's control in our bare hands to turn it's course to our will.
It's high time I stop writing and start living.

Rafael Caputti Caleffi
07/11/2005

UMA DECISÃO IMPORTANTE

Pouco mais de 1 ano separa o primeiro texto de hoje deste que segue. Acho interessante como o conteúdo e a maturidade mudam tao drasticamente. 


UMA DECISÃO IMPORTANTE

Uma certeza que há muito tempo havia desaparecido, hoje, em uma conversa despretensiosa, ressurgiu em meu coração e minha alma. 
Hoje, uma certeza que preciso exteriorizar se apropriou de mim e me fez alguém melhor. 
Palavras definem ações e, ações são tomadas pro qualquer pessoa disposta a toma-las.
A palavra eu já tenho. 
A disposição eu conquistei. 
Hoje decidi uma coisa para minha vida. Hoje eu decidi ser feliz. 
Sabe, para mim chega de duvidas, incertezas, indecisões.
Para mim chega de depender dos outros para me sentir bem. Para mim chega dessa carência afetiva que, não importa quanto afeto eu receba, não é satisfeita jamais.
Hoje tomei a decisão mais importante da minha vida. 
Doa a quem doer, machuque o quanto for. A partir de hoje, quem decide a minha felicidade sou EU e mais ninguém.

Rafael Caputti Caleffi
04/11/2005

Cinza com tons dourados

Mais um texto antigo, de 2004. Numa época complicada de minha vida pessoal. Acho interessante observar a diferença de conteúdo destes textos mais antigos para os mais recentes. O próximo texto de hoje vai ilustrar muito bem isso. Espero que gostem


CINZA COM TONS DOURADOS

Qual a língua da dor?
Que palavras expressam o amor?
Não sei por que tanto sofro, 
Não sei por não.
Não sei por que, 
Não sei por quem. 
Sofro tanto que já não choro e 
o sol que antes aquecia
sofre ao brilhar e o seu cinza com tons dourados
fazem eu me sentir fora de mim!

Por que as estrelas
hoje são pontos negros no céu brilhante e, 
a lua hoje escurece até os mais brilhantes amores.

Fogo quente
congela minhas palavras no ar,
que caem no chão e se quebram
como cristal atirado contra parede, 
como espelho em momento de fúria.

E meu coração para, 
e a coragem me falta
Já não consigo falar.
Mal consigo pensar.

Já não sou mais eu em mim.
Já não sou ninguém assim.

Sou dor, sou frio
sou só
Sou eu
que não sou eu.

Apesar da alegria de viver, 
a vontade me escapa, 
como areia entre os dedos e
a unica coisa à qual posso me apegar
é ao que não me restou
da fração do homem que ja fui.

Rafael Caputti Caleffi
06/06/2004

Pedido de desculpas

Gostaria de pedir desculpas para meus (poucos) fieis leitores mas este blog, pelo menos até este momento, não vera a integra de meus manuscritos. Relendo meus textos mais antigos, percebi que escrevi muitas coisas que foram destinadas à algumas pessoas que passaram em minha vida e que, mesmo nunca sendo vistos por quem os motivou, não me sinto bem em disponibiliza-los.
Sei que se eu não colocasse este texto no blog, ninguém sequer perceberia. Mas acho que é honesto de minha parte. Hoje, mais dois textos. aguardem.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ensaio sobre a perda

Mais um texto relativamente antigo (não tanto quanto o anterior). Não me recordo o motivo deste ensaio mas sei que veio do coração. Não gosto muito de meus textos antigos por que me vejo imaturo e despreparado.. mas afinal de contas, isso é obvio, ja que até então não tinha vivido tudo que vivi até hoje.

ENSAIO SOBRE A PERDA

Assusta a ideia de não ter mais.
Esse sentimento de impotência, de incapacidade, de um dia acordar e simplesmente não ter mais é aterrador.
Não sei dizer se é egoismo, amor ou algum outro sentimento; desses que fazem a gente querer quem amamos bem juntinho de nós. SEMPRE.
Não sei dizer, também, se é bom ou ruim manter este sentimento dentro do peito. Se é que é possível simplesmente nos desfazermos dele. 
Dói só de pensar em não te-los junto de nós. Dói pensar que, mesmo estando livres da dor, do sofrimento e da limitação, eles não estarão ao alcance de nosso toque, de nosso olhar. 
Sei também que o amor não tem fronteiras. Não conhece limites como paredes, grades, portas cercas ou mesmo a carne. 
O amor desconhece distancia ou tempo.
O amor é eterno. Simplesmente segue.
Um dia acordamos e descobrimos que só nos resta o amor. Só nos resta a certeza de que amamos ao máximo e a duvida se amamos tudo e todos que pudemos. 
Se algum dia alguém ler este ensaio, deixo um recado: Ame! Ame com todo o seu ser. Ame como se sua vida dependesse disso. Mas não só ame. Deixe-se ser amado. Deixe-se ser amado com a mesma intensidade com que você ama. 
Por ultimo, Ame, deixe-se ser amado mas também demonstre seu amor. Palavras, Atitudes, ações. 
Amar é importante, deixar-se ser amado é importante. Saber que você é amado em momentos onde nos imaginamos sozinhos, é libertador.

Rafael Caputti Caleffi
25/10/2009

AUTOFAGIA

Este texto escrevi ha mais de 10 anos. Encontrei ao folhear um antigo caderno de rascunhos. Sei que, de alguma forma este poema tem algo de imaturo, mas, ao mesmo tempo, me agrada pois tem alguma profundidade. Espero que gostem.


AUTOFAGIA

Tudo o que sei
Mostra tudo o que fui.
Não sei nada, 
Não fui ninguém. 

Sabedoria adquire-se.
Aconhecimento, se ganha.
amores, se perdem.

Tudo pelo que lutei 
some como a luz ao anoitecer.
Tudo que sempre fui
Morre como a noite ao amanhecer.

Morro a cada erro
Renasço a cada beijo.

Noites eternas de solidão
são ilhas de tristeza
em um mar de alegria, 
Minutos de certeza.

Certeza de que o amor não acabou.
Certeza de que amando sou amado.
mas o remorso me corrói a alma 
e o dia torna-se noite
e o amor e a alegria, 
nesse instante, 
são dor e autofagia.

Me consumo, 
Me devoro. 
Minha alma

Autofagia!
em analogia à 
Antropofagia.

Autofagia!
Consumo próprio
da própria carne.
Como troféu,
assim como faziam os 
índios, mamelucos
malucos.

Me consumo, 
Me como, 
Me devoro.
Me demoro...

Dou um tempo para conseguir, 
preciso descansar.
Carne dura como a minha 
é difícil digerir

Carne espiritual, 
alma.
Carne emocional, 
Músculo

Carne emocional: 
Carne moída!
Carne, CARNE, CARNE!!!
Antropo/auto fagia.

Rafael Caputti Caleffi
14/08/2002

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sobre o sofrimento e a auto-piedade

Observo cada vez mias estarrecido a tendencia dos seres Humanos se fecharem para a beleza da vida, o lado bom de tudo que acontece quando o sofrimento se faz presente.
Não incomum, o sofrimento torna-se uma obsessão. Drenando muito mais energia da vida e da alma das pessoas do que, se encarado de modo saudável, o sofrimento drenaria.'
É amplamente conhecido que, qualquer que seja  a dor, ela dói em quem sente. Um observador só pode, ainda assim, quando muito, imaginar o que o alvo de sua observação sente (muitos sequer possuem este tipo de empatia).
Somado ao fato de que todos, sem exceção, sofrem, , o desenvolvimento dessa obsessão por seu próprio sofrimento é, ao meu ver, uma das mais altas expressões de egoismo. Egoismo ao ponto de, tampouco raro, passar-se a usar o sofrimento como objeto de disputa: "Ah! mas eu sofro muito mais do que você!"
Esse falso sentimento de auto-piedade esconde a incapacidade destas pessoas superarem o que quer que se faça necessário. 
Presas num ciclo interminável de angustia, auto-piedade, medo e conformismo, estas pessoas simplesmente não conseguem ver a beleza e a dadiva concedida a cada um de nós, em tudo que fazemos, somos, temos...
Insatisfeitas com o sofrimento que possuem e do qual não querem se livrar, as pessoas buscam e/ou criam mais e mais empecilhos, transformando e transfigurando, aos seus olhos ao menos, sua vida e sua historia em um martírio cujo único fim é a morte.
Poucas pessoas conseguem reconhecer que os sofrimentos que não podemos evitar, na nossa vida, são muito poucos quando comparados com os sofrimentos que escolhemos e/ou causamos a nós mesmos.
Em fim, poderia discorrer indefinidamente sobre a capacidade humana de sentir auto-piedade por sofrimentos auto-infligidos, mas como tenho tantas outras coisas mais importantes para fazer, vou me ater à estas palavras finais: Pare de chorar por estar sofrendo. Você pode não ser a pessoa mais afortunada do mundo, mas está longe de ter motivos suficientes para se auto-denominar a mais infeliz. Já passou da hora de parar de chorar e sentir pena de você mesmo e começar a crescer e amadurecer. 

Sobre peixinhos dourados e aves

Escrevo por que preciso, não porque quero. 
As ideias e pensamentos forçam sua saída, não sou eu quem escolhe quando e o que escrever. É involuntário.
Mesmo sendo dono de minhas ideias, não sou seu senhor. Minhas ideias são livres para ir e vir, são livres para mudar a seu bel prazer. Para se adaptarem como melhor lhes convir. 
A liberdade que dou às minhas ideias e retribuída na mesma moeda. Sou livre para ser feliz por não ser escravo das ideias que deixo livre. 
Ser escravo de ideias é o mesmo que se ver preso em um aquário: pode-se ver o mundo, mas uma barreira invisível nos mantém dele. Nos protege, sim, dos perigos - a maioria; não todos - do mundo mas, protegendo, nos impede de viver as possibilidades ilimitadas que só se apresentam a quem se arrisca.
Não sou peixinho dourado (apesar de loiro) para viver limitado pelas paredes invisíveis que as ideias cristalizadas criam; paredes de vidro que pensamos - acreditamos - nos protegem mas que, num confronto direto se estilhaçam, ferem, desestabilizam.
Não sou peixinho dourado. Sou andorinha, águia, condor, pomba. 
Sou Condor porque, ao não ser escravo das minhas ideias, tenho a envergadura da maior ave de todas. Voo alto sem esforço.
Sou Águia pois a liberdade nos da a habilidade de ver (mais do que enxergar) muito alem do obvio.
Sou Andorinha por que, não sendo refém de ideias, tenho agilidade, velocidade. Mudo de direção tão pronto quanto desejar; tão imediato quanto pensar, me esquivo para fugir ou lutar. 
Sou Pomba pois, mesmo desbravando novos horizontes e possibilidades, jamais me esqueço minha origem e, quando desejo, retorno ao que era sem pestanejar. 
Sou as quatro aves juntas e, ao mesmo tempo, nenhuma delas. Sou coerente. Sou livre. Sou feliz. 
Nossa liberdade, como a de qualquer ser vivo, é fonte inesgotável de felicidade. Mas somente para aqueles que sabem tirar proveito desta liberdade. 
Todos os que não sabem fazer bom uso da liberdade que possuem ou que ignoram as responsabilidades que a liberdade demanda (sim, liberdade não é isenção ou inexistência de responsabilidade - isso é libertinagem - muito pelo contrario).
Um dia conclui que o homem deixaria de ser homem se, um dia, não existissem mais responsabilidades. A falta ou inexistência de responsabilidades instaura a loucura.
O Homem sem responsabilidade se torna selvagem, retorna às origens animalescas. 
A ciência prega que o que difere o Homem dos animais é sua capacidade de pensar. Pensar irresponsavelmente e, consequentemente, agir da mesma maneira, é deixa de ser humano. 
Ser ou não ser escravo das suas ideias implica em ser ou não responsável por elas. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Do amor ao próprio

Quando o amor ao próximo 
é maior que o amor próprio, 
Amar se torna dor
e o sabor se torna amargo

Quando sofremos por outros, 
Perdemos o norte de quem somos.  
Se sofremos amando,
 não amamos a nós mesmos. 

O amor é o que se chama 
desejar o bem e alem 
amarrado ele não vive
Derramado ele não cresce.

Quando o amor não é vivido
chama algo mais que amor
diferente, superficial e frio
Amor que é amor é imperfeito
mas verdadeiro.

Imperfeitos somos todos
nenhum livre de erros
Sofremos por amor
quando o amor é o veneno
que, na devida dosagem,
nos livraria de todo sofrimento.

O dia virá quando o Homem, 
homem e mulher,
idoso ou nem tanto
experiente, forte, ou não. 
O dia vira.

O amor será puro
livre de egoismo
o amor será verdadeiro
e a separação, por mais que doa
já não será mais traumática

Amar o próximo é 
pássaro em gaiola aberta. 
Onde há amor,  
amor de verdade, 
há liberdade.

Qualquer limite à essa liberdade
é egoismo, 
achar que possui, 
falta de amor.

Falta do mesmo amor
que se diz tanto ter.

Amar de verdade é um desafio
que se faz necessário
nessa busca louca e incessante
que cada unidade humana
consciente ou não
tem pelo que se chama
FELICIDADE. 



terça-feira, 12 de junho de 2012

O menino e a Pipa


Olha o menino descalço
Que vai ao encalço da pipa que cai
Ao longo do chão da rua de terra...

Olha o pé surrado,
A pele queimada de sol,
Os olhos com brilho de lua...

Olha o menino
Que sobe o morro,
Com sorriso estampado no rosto,
Cerol no bolso
E a pipa na mão...

Olha o menino!
Antes que ele suma.

E lhe contempla a fugaz beleza
Da pequena alegria,
De ser malandro do jeito
Mais inocente que poderia,

Na favela, no meio da selvageria
Que se mistura com gente honesta e sofrida

Observa que nesse exato momento não há tristeza.

Olha de perto, que o menino descalço,
Com a pipa na mão
É a vida.